Dia do Marinheiro – 13 de Dezembro

De portos em portos navegam os marinheiros. Um código de honra estabelece um laço de amizade entre os homens do mar. É tradição entre eles a ajuda mútua, troca de gentilezas e a fraternidade.

Assim sendo, como “soamarino” desde 1997, recipiendário da  Medalha  Amigo da Marinha, pela Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião, cumpro aqui minha tarefa de auxiliar a fomentar na sociedade brasileira a consciência sobre a importância do papel político, estratégico, econômico e histórico desempenhado pela  Marinha do Brasil.

Comemora-se hoje o Dia do Marinheiro. Esta data foi escolhida pelo aviso 3.322 em 04 de setembro de 1925, pelo Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino de Alencar, em homenagem ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha, que nasceu nesse dia, no ano de 1807.

 

“Sou marinheiro e outra coisa não quero ser”

O Almirante nasceu na cidade de Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, filho do patrão-mor do porto da cidade, e descobriu sua vocação para o mar aos 15 anos de idade. Entrou para a Marinha na Guerra de Independência, como voluntário, embarcando pela primeira vez na Fragata “Niterói”. Iniciava ali uma brilhante carreira na Marinha. Seu prestígio foi fruto de suas participações em quase todas as guerras de seu tempo, defendendo os interesses do país.

Durante a Guerra Cisplatina, ficou conhecido por seus atos de bravura. Aos 18 anos, assumiu o comando de um navio, a Escuna Constança, e depois, no comando da Escuna Bela Maria, distinguiu-se por sua coragem e cavalheirismo. Destacou-se durante toda a carreira em comissões difíceis e importantes. Como Oficial General, comandou as ações no Uruguai, em 1864, e foi o Comandante-em-Chefe da Força Naval Brasileira em Operações de Guerra contra o Paraguai, no período de 1865 e 1866.

Tamandaré viveu em uma época muito importante para a formação do Brasil. Assistiu a colônia se tornar Reino Unido, depois Império e, mais tarde, República. Participou de 4 guerras e contribuiu para evitar a desagregação do território brasileiro, atuando contra várias revoltas internas no País. Ele faz parte do grupo de militares, diplomatas, políticos e estadistas que legou aos brasileiros, com suas realizações, a herança de um país de proporções continentais, rico em recursos naturais, que abriga uma população unida por um idioma e uma cultura.

Morreu no dia 20 de março de 1897, na cidade do Rio de Janeiro. Em 2003, entrou para o Livro dos Heróis da Pátria, honraria que lhe foi concedida por iniciativa do Congresso Nacional.

O Marquês de Tamandaré deixou registrada sua homenagem à Marinha, em testamento. Seu derradeiro desejo foi que sobre a lápide que cobriria sua sepultura fosse gravado “Aqui jaz o velho marinheiro”.

O dia 13 de dezembro é dedicado a todos os marinheiros do Brasil. Que Tamandaré lhes sirva como paradigma, para que procurem se distinguir em sua profissão e para que o conjunto de suas qualidades morais lhes indique o rumo.

             

O mar é a religião da Natureza.
Fernando Pessoa

Este post foi inserido domingo, 13/12/2009 às 2:10 e está arquivado em Personalidades. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou trackback através de seu próprio site.

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